Quem sou eu? Aqui a pergunta é ao contrário: Quem é você (argila ou manteiga)? Pois eu sou o mesmo sol que endurece a argila e derrete a manteiga.
Por mais que digam que sou santo, continuo o mesmo.
Por mais que digam que sou o maior dos pecadores, ainda sim continuo inalterado.
Se quer mesmo saber quem sou eu, o melhor que você tem a fazer é me conhecer, pois você não irá me olhar com os mesmos olhos que outros passam olhar, cada um vê o que quer ver.
A questão é: Você quer valorizar minhas qualidades ou meus defeitos?
Eu sou aquilo que você mais valorizar em mim.
Você já parou para pensar que os corvos valorizam os cadáveres e as pombas ramos de oliveira?
A verdade é: Só há um que não é corvo, mas que pode dizer a todo homem, que este não passa de um cadáver, e Aquele UM é: Deus.
“Afinal, quem sou eu?
Sou o que não é em todos os sentidos!
Não tenho poder nenhum sobre e contra quase tudo, ou tudo.
Sim! Pois até na minha melhor segurança, somente seguro me sinto pela multidão de minhas ignorâncias, assim como alguém que dorme sobre um ninho de cobras hibernantes, e pela ignorância acerca da presença delas, descansa em PAZ.
“Se fosseis cegos, pecado não teríeis; mas porque dizeis ‘nós vemos’, subsiste o vosso pecado”.
Assim, a equação espiritual do Evangelho acerca de “ver”, é simples:
Não veja por você mesmo. Veja através do Evangelho. Pois o ver mediante o Evangelho sempre parte do fato de que aquele que vê, antes de tudo viu que nada via. E viu sendo cego, pois, agora vê não porque tenha visto Quem o curaria, mas porque por Esse fora antes visto.
No entanto, aquele que diz: “eu vejo”, esse está cego!
Dou graças a Deus pela chance de minha ignorância, pelo descanso que advém de apenas confiar nEle e viver em paz!
Dou graças ao Pai por apenas viver pela fé. Afinal, por mais hiper-confiante em Deus que eu seja [de fato: fosse], não sou Jesus; e não suportaria viver sabendo para além do que posso como homenzinho e vermezinho de Jacó.
Assim, cada dia mais amo todas as minhas limitações!
Estou tirando prazer da fraqueza e aprendendo dia a dia a benção de não poder e de não entender quase nada, e, ainda assim, andar satisfeito e muito em paz!
O paradoxo do Evangelho neste aspecto da vida, é que quanto mais você se satisfaz apenas em andar pela fé[e não que pelo que se pensa ver], mais surge em você a compreensão que excede o entender e o entender que prescinde do compreender.
E, assim, “sem vírgulas”:
Você começa a não saber enquanto já sabe sem saber como tudo aquilo que você não compreende possa estar em você entendido como algo que você não compreende para poder explicar.
Entendeu?
Mas é assim mesmo!
Creia e fique sabendo!
N´Ele, “